O
design é, indiscutivelmente, a expressão
mais potente de fabricantes que desejam se diferenciar
no mercado e criar um elo entre uma marca e o mercado
consumidor.
Se
a intenção de qualquer produto –
que tenha o objetivo de ganhar fatias de mercado que
justifiquem, por meio de lucros, os investimentos no
projeto – é atender uma determinada necessidade
do seu público-alvo, então é fundamental
que os fabricantes passem a considerar uma das mais
significativas tendências da modernidade: o consumidor
está em busca de produtos que o satisfaçam
não só pela solução de suas
necessidades funcionais, mas pela experiência
emocional que tal produto proporciona.
Em
outras palavras, mais do que um aparelho de barbear,
os consumidores estão em busca do conforto oferecido
pelo produto. Mais do que resolver um problema do usuário,
o produto deve proporcionar a ele uma experiência
agradável.
Os
produtos, seja um telefone portátil, um mouse
de computador, uma mesa ou uma lata de lixo, devem estar
em busca de um novo sentido de prazer. As pessoas precisam
comprometer-se emocionalmente e o design é a
prova da presença desta dimensão humana.
Segundo
o pesquisador Marc Gobé, que estuda a influência
de marcas e produtos no estado emocional do consumidor,
diz que: “produtos bem projetados têm uma
personalidade verdadeira”. O autor acrescenta:
“O design pode agregar uma promessa de experiências
emocionais e sensoriais; ele alivia a tensão
da padronização e da produção
em massa, destruindo os conceitos robóticos da
homogeneidade e da quantidade para trazer um novo senso
de humanidade a nossas vidas”.
Nesse
sentido, cada vez mais, o profissional de design demonstra
ter uma habilidade misteriosa para definir o futuro
com sua visão, transcendendo o universo da engenharia
e da tecnologia para abraçar oportunidades orientadas
para o mercado, através de produtos que, mais
do que funcionais e esteticamente diferentes, proporcionam
ao usuário experiências sensoriais e emocionais
positivas. Nasce, assim, o design sensorial. |