O
plástico foi introduzido na indústria
automobilística na década de 70, durante
a crise do petróleo. Na época, as montadoras
estudavam uma forma de tornar os veículos mais
leves e, consequentemente, reduzir o consumo de combustível,
sem que o produto final perdesse a qualidade.
Anos se passaram e o plástico continua
sendo explorado no setor, e isso não se deve
apenas a questões econômicas. Além
diminuir o peso dos carros e reduzir custos e tempo
de produção, o plástico possibilita
o desenvolvimento de designs modernos e atraentes.
A matéria prima plástica ainda é
imune à corrosão e aumenta a segurança
dos passageiros, por ter alta resistência a
temperaturas elevadas.
Em 2002, a indústria automobilística
européia utilizava anualmente cerca de 2 milhões
de toneladas de plástico. Um estudo publicado
na época pela Associação dos
Fabricantes de Plásticos da Europa, divulgado
na revista British Plastics, verificou que a média
de aplicação do material por veículo
era de 110 kg. Convém destacar que, segundo
o estudo, em média, cada 100kg de plástico,
substituem de 200kg a 300kg de peso provenientes de
outros materiais.
O uso do plástico como alternativa para o setor
automobilístico europeu reduziu o consumo anual
de combustível em 12 milhões de toneladas
e a emissão de CO2 em 30 milhões de
toneladas.
No Brasil, ao final de década de 80, a média
da aplicação de plástico nos
carros nacionais era de apenas 30 quilos. Em 2002,
cada veículo utilizava entre 60 e 90 quilos
de plástico, sendo 63% em equipamentos internos,
15% no corpo externo, 9% no motor, 8% no sistema elétrico
e 5% no chassi. Atualmente, com o avanço da
tecnologia, presume-se que a porcentagem do uso do
plástico tenha aumentado ainda mais.
Nos automóveis, o plástico está
no painel de instrumentos, na tampa que protege o
cárter, na maçaneta, no pára-choque
e até mesmo no tanque de combustível.
Existem ainda alguns modelos que apresentam carrocerias
de plástico. Nos caminhões, a considerável
leveza adquirida com o uso do material possibilitou
o aumento da capacidade de carga.
Segundo
o Instituto Nacional do Plástico – INP
– “A aplicação de plásticos
nos automóveis aumenta na mesma proporção
do índice de satisfação de clientes
e de fabricantes com os resultados alcançados
e vem conquistando novos mercados”
Equipe Quickplast - 23 de novembro de 2005.